Por que a lipoaspiração exige retoques?
- Monica Macedo

- 26 de jun. de 2016
- 2 min de leitura
Nenhuma cirurgia plástica aplaca os efeitos do tempo para sempre. O processo de envelhecimento continua, mesmo que um paciente insatisfeito opte por fazer diversas intervenções, seguidamente… Para alguns, o resultado da plástica nunca é satisfatório, não por causa de complicações ou de cicatrizes, a insatisfação é interna, uma sensação de que “algo ainda não está muito bom”. Para este grupo, o responsável pela “insatisfação” é sempre o cirurgião plástico que foi consultado anteriormente, que não entendeu bem seus anseios e desejos.
Hoje, devido ao grande grupo de “pacientes descontentes” com o resultado das cirurgias plásticas, muitos médicos americanos passaram a comercializar cirurgias plásticas de correção, conhecidas como “re-do”. Não é difícil encontrar sites de cirurgiões que descrevem em detalhes como uma plástica insatisfatória pode ser corrigida. Na rede social You Tube, há vídeos sobre o tema também.
Por aqui, também não é difícil ouvir que uma amiga ou uma conhecida irá fazer um retoque na plástica… Os motivos de cada uma variam, dependendo do procedimento realizado. Quando o assunto são os retoques, a lipoaspiração é quase “um capítulo a parte”.
“Hoje, apesar da cirurgia ser a mais realizada em todo o mundo, a lipoaspiração é também o procedimento mais sujeito a modismos, desinformação e especulação. Existe muita fantasia em torno do tema. O próprio termo ‘lipoescultura’ passa a ideia de que somos capazes de ‘esculpir’ o corpo. A realidade não é esta. Existem limitações técnicas que dependem do próprio paciente, bem como limitações que a própria técnica cirúrgica nos impõe. É fundamental que o cirurgião plástico esclareça o paciente sobre todas essas situações, pois pequenos ajustes, após o procedimento, podem ser necessários”, afirma o cirurgião plástico Iuri Galembeck Mitev (CRM-SP 132.051), diretor da Duo Clinic.
Muitas vezes, apesar da boa indicação da cirurgia, da técnica apurada e da plena colaboração do paciente, acontecem desvios na evolução do resultado, pois o organismo responde de forma dinâmica às alterações às quais é submetido. “O acúmulo de experiência na área e o aprimoramento técnico constante do cirurgião são fundamentais para a diminuição da quantidade e da amplitude dos retoques. Mas eles sempre vão existir e devem ser encarados com naturalidade, tanto pelo profissional, como pelo paciente”, argumenta Iuri Mitev.
É importante que o paciente saiba que existe um tempo natural para a plena recuperação da cirurgia plástica e que o resultado final, bem como a necessidade de algum retoque, só poderão ser determinados após este período. “Para preservar o paciente e o cirurgião de problemas futuros, uma alternativa é detalhar no contrato de prestação de serviço todos os procedimentos que serão realizados, bem como o prazo máximo para a observação dos resultados finais. Como a cirurgia plástica não é uma ciência exata e apresenta evolução indefinível à exatidão, não é possível ‘contratar’ garantias absolutas”, observa o diretor da Duo Clinic.
Cabe ao bom cirurgião plástico esclarecer todas as dúvidas do paciente e dar as informações necessárias para uma boa indicação e evolução da cirurgia. “É importante convencer o paciente que sua total colaboração, tanto no pré, mas principalmente no pós-operatório, seguindo todas as recomendações, é imprescindível para um bom resultado. Uma vez estabelecida uma relação de confiança mútua, a necessidade eventual de algum retoque passa a ser encarada como parte natural do processo”, diz o médico.


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