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O que pode ser feito para tornar a lipoaspiração mais segura?

  • Foto do escritor: Monica Macedo
    Monica Macedo
  • 9 de mai. de 2016
  • 3 min de leitura

É comum os pacientes se perguntarem sobre a segurança da lipoaspiração. Afinal, ela é a cirurgia plástica mais arriscada? Há algo que possa ser feito para diminuição dos riscos e aumento da segurança do procedimento? A seguir, o cirurgião plástico Iuri Galembeck Mitev (CRM-SP 132.051), diretor da Duo Clinic, enumera algumas atitudes que podem ser tomadas para assegurar mais segurança aos pacientes durante a realização das lipoaspirações:

  1. Indicação precisa – a lipoaspiração não é um método de emagrecimento. É um procedimento destinado a remover apenas gorduras localizadas, como as que se encontram debaixo dos braços, nos quadris e na região abdominal. “É o tipo de gordura que dificilmente pode ser eliminado, mesmo com o auxílio de exercícios físicos e de uma nova dieta. Esta regra só se aplica a pacientes adultos. Crianças, ainda que tenham acúmulo de gordura no corpo, a ponto de comprometer seu bem estar físico e psicológico, não devem se submeter à lipoaspiração. Já para os adolescentes, a lipoaspiração é mais aceita, contanto que o jovem operado não seja obeso”, afirma o cirurgião plástico;

  2. Contra-indicações bem claras – É importante entender que se trata de uma cirurgia de acerto de contornos corporais e não deve ser encarada como um método para emagrecer. Há um limite de gordura que pode ser retirado. De acordo com as normas do Conselho Federal de Medicina, o limite máximo de retirada de gordura varia de 5 a 7% do peso corporal total do paciente, dependendo da técnica utilizada e da associação ou não de outras cirurgias conjuntas. “Doenças cardíacas graves, alterações pulmonares, anemia, diabetes e hipertensão arterial precisam estar sob controle para que o paciente seja operado. Outra grande contra-indicação diz respeito às alterações psicológicas, como depressão e doenças ligadas à auto-imagem, como a anorexia e a bulimia. Nesses casos é preciso acompanhamento profissional psicológico antes da cirurgia”, defende Iuri Mitev;

  3. Informação para escolher o cirurgião plástico – o primeiro passo é verificar se o profissional é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Depois, é conveniente conversar com pacientes que já foram operados por esse médico para saber o que acharam. Investigue se ele atua em bons hospitais e se a equipe dele é habilitada e treinada. “Veja também a estrutura de atendimento ambulatorial do profissional. Durante a consulta, o especialista deve passar calma, confiança, além de tirar todas as dúvidas do paciente. Desconfie de promessas milagrosas. Cheque o CRM e o RQE do profissional no conselho de medicina do estado”, aconselha o diretor da Duo Clinic;

  4. Conhecimento dos riscos do procedimento – o paciente deve ser informado que independentemente da técnica, os maiores riscos da lipoaspiração são tromboses e embolias. “Para prevenir problemas é necessário que o cirurgião plástico investigue se o paciente apresenta histórico anterior de flebite e trombose nas pernas. Devem ser usada meias elásticas e massageadores pneumáticos nos membros inferiores, durante e após a cirurgia, para estimular a circulação na panturrilha – é aí que reside o risco de formação de flebite e trombo, que pode produzir até mesmo uma embolia pulmonar. Outro fator importantíssimo para se evitar intercorrências  é a realização da cirurgia em ambiente adequado, com toda a infra-estrutura para atendimento de emergência e acompanhamento de anestesiologista”, diz Iuri Mitev;

  5. Proibição de propagandas enganosas, que interferem no poder de decisão do paciente – A publicidade médica irregular é a infração mais recorrente nos processos analisados pelo Cremesp que envolvem a cirurgia plástica e os procedimentos estéticos. Esta prática abrange a exposição de pacientes (mostrando o “antes” e o “depois”), a divulgação de técnicas não reconhecidas, de procedimentos sem comprovação científica e a mercantilização do ato médico (anúncios em quiosques de shoppings, promoções onde o “prêmio” é uma cirurgia plástica, consórcios e crediários para realização de cirurgias plásticas). “Ao se deparar com anúncios como estes, o paciente deve ficar alerta. A cirurgia plástica não pode ser oferecida como uma vantagem, uma bagatela, um grande negócio… Ela é uma cirurgia como outra qualquer, com todos os riscos envolvidos em qualquer cirurgia”, afirma Iuri Mitev.

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