Luz solar não é suficiente para produção de vitamina D durante a gravidez
- Monica Macedo

- 13 de jun. de 2016
- 2 min de leitura
Apesar dos altos níveis de luz solar, baixos níveis de vitamina D, durante a gravidez, são comuns em mulheres do Mediterrâneo de acordo com um estudo apresentado no Congresso Europeu de Endocrinologia. Esta descoberta pode ajudar a diminuir a prevalência das doenças associadas com a deficiência de vitamina D, como pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, distúrbios na formação óssea, maior risco de cesariana de emergência e parto prematuro.
A exposição solar é fundamental para manter os níveis normais de vitamina D. Os pesquisadores pensavam que as mulheres do Mediterrâneo apresentariam menores taxas de risco de hipovitaminose do que as mulheres do Norte da Europa. No entanto, mesmo em países como Espanha, Itália, Grécia e Turquia, a deficiência de vitamina D ocorre em até 90% das grávidas.
O estudo mostra que os hábitos raciais, sociais e culturais neutralizam os benefícios da exposição solar sobre os níveis de vitamina D. A conclusão vem de uma revisão sistemática dos níveis de vitamina D em 2.649 mulheres grávidas e 1.802 recém-nascidos. Os pesquisadores estudaram o efeito de um número de diferentes fatores, incluindo, idade, índice de massa corporal, raça, status socioeconômico, tipos de pele, período de gestação, exposição solar, ingestão de cálcio e vitamina D, época do ano de nascimento e complicações na gravidez decorrentes do fumo. Eles descobriram que os preditores de deficiência de vitamina D materna foram pele escura, raça e hábitos de vestimenta.
“As grávidas com deficiência de vitamina D podem estar em maior risco de vários problemas e complicações, tanto para si, quanto para seus bebês. É imperativo que as mulheres grávidas e à comunidade médica, em geral, reconheçam a importância da vitamina D para a saúde e especialmente durante a gestação”, afirma a dermatologista da Duo Clinic, Graziela de Faria Anguita (CRM-SP 127.055).
A próxima etapa desta pesquisa é implementar o rastreio sistemático da hipovitaminose materna e da suplementação num projeto europeu de grande escala. “Manter futuras mães saudáveis e dar aos bebês um melhor começo na vida pode ajudar os programas de saúde da União Europeia a alcançarem sua missão de reduzir a mortalidade infantil e o número de bebês com baixo peso ao nascer”, observa a médica.


Comentários