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Gerir o estresse pode ajudar a tratar doenças de pele

  • Foto do escritor: Monica Macedo
    Monica Macedo
  • 26 de mai. de 2015
  • 3 min de leitura

Problemas no escritório, proximidade do vestibular, um divórcio conturbado, uma cirurgia inesperada… O que todas estas situações têm em comum? Em uma palavra: estresse.

“Embora todos já saibam que o estresse pode afetar física e psicologicamente uma pessoa, nem todos sabem que ele pode desencadear ou agravar problemas dermatológicos. Um crescente corpo de pesquisas vem revelando uma ligação complexa entre a pele e o estresse, mostrando como o segundo afeta condições como psoríase, rosácea e acne”, afirma a dermatologista da Duo Clinic, Graziela de Faria Anguita (CRM-SP 127.055).

Segundo Graziela Anguita, é complexa a relação entre estresse/angústia x pele. É importante considerar a resposta biológica que acontece quando uma pessoa experimenta o estresse. “Os neuropeptídeos, as substâncias químicas liberadas por terminações nervosas, são a primeira linha de defesa da pele contra a infecção e o trauma. Ao responder aos agentes agressores, os neuropeptídios podem criar inflamação e desconforto, com dormência, comichão, sensibilidade ou formigamento. No entanto, situações estressantes fazem com que os neuropeptídeos sejam liberados inapropriadamente, o que pode levar a um surto de doenças da pele. Esses mesmos neuropeptídeos podem viajar para o cérebro e interromper as substâncias químicas que regulam nossas emoções (incluindo os hormônios da felicidade: serotonina e dopamina) causando mais estresse e estabelecendo um ciclo vicioso”, explica a dermatologista.

Efeitos do estresse na pele

Quando uma pessoa está muito estressada, os níveis de cortisol – hormônio do estresse – aumentam. Estes, por sua vez, provocam um aumento na produção de oleosidade da pele, que se traduz sob a forma de pele oleosa, acne e outros problemas de pele. “Mesmo pacientes cuja pele não é afetada pela acne normalmente tendem a desenvolver acne temporária relacionada ao estresse devido ao aumento da oleosidade da pele pelo organismo”, diz a médica.

Sobre os efeitos do estresse na pele, um estudo Psychological Stress Perturbs Epidermal Permeability Barrier Homeostasis descobriu que o estresse tem um efeito negativo sobre a função de proteção que a pele exerce, resultando em perda de água, o que inibe a capacidade da pele de reparar-se após uma lesão. “O estresse também diminui a hidratação natural da pele, tornando-a seca e áspera, podendo provocar eczemas com prurido, descamação e eritema”, afirma a dermatologista da Duo Clinic.

O estudo envolvendo 27 estudantes de Medicina, Odontologia e Farmácia examinou como os períodos de maior estresse (neste caso, durante os exames finais) impactaram a resposta da pele para lesões repetidas causadas pela colocação de uma fita adesiva nos antebraços dos indivíduos versus períodos de menor estresse (tais como na volta das férias). Os pesquisadores descobriram que durante os períodos de maior estresse, a pele demorou mais a se recuperar do que nos períodos menos estressante.

O estresse também é um gatilho conhecido e pode ser um fator agravante para psoríase e dermatite seborreica.

Efeitos do estresse no cabelo

O estresse afeta as pessoas de forma diferente, alguns podem desenvolver uma úlcera, ou ter um ataque cardíaco, outros podem perder os cabelos. Há muitas razões para a perda de cabelos em homens e mulheres, mas o estresse pode ser a principal razão para a perda de cabelo inexplicável, o chamado eflúvio. “Quando alguém está sob estresse, o cabelo pode começar a cair. A perda de cabelo pode ocorrer até três meses após um evento estressante. Após a queda de cabelo inicial, o cabelo cresce geralmente em 6-9 meses”, explica Graziela Anguita.

Mudanças de vida importantes, tais como um parto ou uma cirurgia também podem causar queda de cabelo. Pois durante o período de recuperação do corpo, o organismo se concentra totalmente na cura e o cabelo pode parar de crescer.

“A perda de cabelo é uma resposta normal ao estresse, mas os pacientes devem consultar um dermatologista para uma avaliação adequada para descartar outras causas médicas. É recomendável também evitar dietas restritas e sem orientação médica, onde apenas um ou dois alimentos são permitidos, pois a alimentação inadequada e o emagrecimento extremo ou rápido podem também resultar em eflúvio”, orienta a dermatologista.

Manejo do estresse

Às vezes, os pacientes com problemas dermatológicos na pele ou nos cabelos não estão cientes de que seus hábitos, suas manias ou seu estresse estão na raiz de seu problema estético. Por isso, hoje, os dermatologistas recomendam a incorporação de técnicas de gerenciamento de estresse a muitos tratamentos dermatológicos, incluindo a psicoterapia, a terapia cognitivo-comportamental, a meditação, a hipnose, o tai chi, a yoga e o uso de antidepressivos. “Em muitos casos, essas técnicas podem ajudar os pacientes a se sentirem competentes para assumir a responsabilidade do próprio tratamento”, destaca a dermatologista.

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