1° Consenso Brasileiro do Fotoproteção: como deve ser o banho de sol do bebê?
- Monica Macedo

- 2 de mai. de 2016
- 3 min de leitura
Até os seis meses, o sol pela manhã cedo (antes das 10:00) e no fim da tarde (após às 16:00) é muito importante para a produção de vitamina D, substância essencial para o desenvolvimento infantil. Apenas 10 minutos de sol já são suficientes para que os bebês produzam esta substância em quantidades apropriadas, não havendo necessidade de deixá-los no sol por muito tempo.
É recomendável também não deixar o bebê só de fraldas e, principalmente, sem roupa, durante o banho de sol. A pele muito fina do bebê pode queimar facilmente. “O bebê só deve começar a fazer uso de protetores solares, a partir dos seis meses de idade. Tal recomendação visa prevenir irritações e intoxicação no bebê”, afirma a dermatologista da Duo Clinic, Graziela de Faria Anguita (CRM-SP 127.055).
Quando o bebê está maiorzinho (após os seis meses), o uso do protetor solar deve ser adotado sempre que a criança estiver exposta ao sol, independentemente da estação do ano. “O protetor solar deve ter fator de proteção 30 ou mais e proteção UVA, com ação física (creme ou bastões são os mais recomendáveis).Os raios UVB que deixam a pele avermelhada e causam a queimadura solar são mais intensos no verão; mas os raios UVA, que podem causar câncer de pele e envelhecimento precoce, são constantes durante todo o ano, daí a necessidade de utilizar o produto o ano todo”, destaca a médica.
Para crianças acima de um ano, vale passar o protetor sempre que ela for realizar uma atividade ao ar livre. “Protetores solares infantis não devem apresentar fragrâncias fortes ou cor. Devem ser dermatologicamente testados e apresentar proteção UVA e UVB. Crianças alérgicas devem usar protetores solares hipoalergênicos”, recomenda a dermatologista da Duo Clinic.
Além de passar filtro solar na criança, é necessário adotar outras medidas, em conjunto, para evitar a pele vermelha e as queimaduras, após a exposição ao sol. “O kit básico para exposição ao sol, na praia e na piscina, inclui boné, camiseta e guarda-sol (ou ombrelone). É importante evitar longos períodos em locais que refletem a luz do sol, como a água do mar, da piscina e a areia da praia”, observa Graziela Anguita.
Durante a exposição solar, é preciso evitar a desidratação. “Devido ao calor, a pele transpira, eliminando água e sais minerais. Repor líquidos é extremamente importante. Ofereça água, sucos ou água de oco, com frequência, para evitar diarreia e vômito, sintomas mais comuns da desidratação. É proibido oferecer frutas cítricas, como limão e laranja, no momento em que as crianças estão tomando sol. Estas frutas queimam a pele e deixam manchas escuras por um longo tempo”, orienta a médica.
A seguir, Graziela Anguita destaca as principais orientações sobre a exposição solar do 1° Consenso Brasileiro do Fotoproteção relativas à fotoproteção infantil. As recomendações dividem as crianças em três grupos distintos:
Lactentes abaixo de 6 meses
Pelas características da pele, essas crianças não devem usar protetor solar e não devem ser expostas ao sol direto;
Sempre proteger essas crianças com chapéus, roupas, sombra.
Crianças de 6 meses a 2 anos de idade
Não expor crianças ao sol entre 10 e 15 horas (no Nordeste, pelas características locais, entre 9 e 15 horas);
Roupas, chapéus e sombra são fundamentais nessa fase da vida;
Protetor solar com fator 30 ou mais e proteção UVA, com ação física (creme ou bastões são os mais recomendáveis).
Crianças acima de 2 anos de idade
Não expor crianças ao sol entre 10 e 15 horas (no Nordeste, pelas características locais, entre 9 e 15 horas);
Roupas, chapéus e sombra são fundamentais nessa fase da vida;
Protetor solar com fator 30 ou mais e proteção UVA, resistentes à água e de fácil aplicação (loção cremosa e aerosol, esse último com cuidado na aplicação).


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